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De Perto Ninguém é Normal: postado por Marcia Triunfol em O Globo Online no dia 29/12/2007

Todo ano a revista Science, da American Association for the Advancement of Science elege o que eles acreditam ser a grande sacada do ano. E entre os dez da lista, este ano o achado ficou para as nossas diferenças. Com tanto genoma humano sendo seqüenciado por aí, não demorou muito para se descobrir o quanto somos diferentes do ponto de vista genético. E a diferença observada não se trata apenas de um sujeito ter um azinho enquanto o outro tem um azão. É muito mais que isso. O que está ficando cada vez mais claro é que além de possuirmos formas diferentes para genes comuns à nossa espécie, temos também doses diferentes destes genes, que podem também estar até arrumados de modos diferentes. Tem gente com mais de uma cópia de um gene X, outros que tem o gene Y virado de cabeça pra baixo, outros com o gene Z intercalado pelo gene W... E diferente do que se possa pensar, estas diferenças não caracterizam nenhuma doença. São diferenças que ocorrem mais do que frequentemente, e em indivíduos ditos normais. Mas então qual seria o padrão de um genoma humano normal? O que poderíamos usar como parâmetro? Pois é... não tem nem padrão e nem parâmetro que explique ou que ilustre o quanto somos diferentes. Talvez seja exatamente esse o maior legado de nossa herança genética. O que nos torna possível enquanto espécie é exatamente a diferença que existe entre nós e a unicidade de cada um.

Como as formiguinhas de um grande formigueiro ou as abelhas de uma colméia, só fazemos qualquer sentido se juntos. Mas diferente delas, ainda temos muito o que aprender.

Link do post original: http://oglobo.globo.com/blogs/genetica/post.asp?cod_post=85311

 

 

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